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Ergonomia no Trabalho: NR-17 e Prevenção de LER/DORT 2026

Postado em: 27/01/2026

Seus trabalhadores reclamam de dores nas costas, punhos e pescoço mas você não sabe se precisa de Análise Ergonômica do Trabalho ou se apenas ginástica laboral resolve? A ergonomia ocupacional previne LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) que são responsáveis por mais de 30% dos afastamentos laborais no Brasil, através de adequação de mobiliário (cadeiras, mesas, monitores), organização do trabalho (pausas, rodízios) e treinamento postural. A NR-17 exige Análise Ergonômica apenas quando há indicadores de problemas (afastamentos, queixas múltiplas), mas boas práticas preventivas devem ser aplicadas por todas empresas. A Climec explica quando AET é obrigatória, como adequar postos de trabalho, e programas eficazes de prevenção.

TL;DR: NR-17 obriga condições mínimas de ergonomia (mobiliário adequado, pausas). AET obrigatória se há afastamentos ou queixas recorrentes de LER/DORT. Prevenção: ajuste de cadeiras/mesas, pausas de 10min a cada 50min de digitação, ginástica laboral, rodízio de tarefas.


NR-17: Condições Mínimas Obrigatórias

Mobiliário de escritórios: Cadeiras com assento e encosto ajustáveis em altura, borda frontal arredondada, apoio para os pés se necessário. Mesa com altura entre 70-75 cm, espaço suficiente para movimentação de pernas. Monitor de computador a 50-70 cm de distância, borda superior na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo.

Iluminação: Mínimo 500 lux em ambientes de escritório (leitura, digitação). Sem reflexos diretos na tela do computador. Luz natural preferencial, complementada por artificial. Luminárias difusas que não causam ofuscamento.

Ruído: Ambientes de escritório com atividades intelectuais: máximo 65 dB. Acima disso, instalar isolamento acústico ou fornecer fones de cancelamento de ruído (mas evitar uso prolongado de fones pois prejudica audição).

Temperatura: Índice de temperatura efetiva entre 20-23°C para trabalho sedentário leve. Umidade relativa 40-60%. Climatização adequada.

Organização do trabalho: NR-17 item 17.6.3 exige pausas de 10 minutos a cada 50 minutos de trabalho em terminais de vídeo (computadores). Pausas são para descanso, não podem ser acumuladas no final da jornada. Empresa deve estabelecer metodologia (intervalo automático, rodízio de atividades, alongamentos).


LER/DORT: Principais Lesões

Tendinite: Inflamação de tendão. Comum em punhos (digitação), ombros (movimentos repetitivos elevados), cotovelos. Sintomas: dor localizada, piora com movimento, melhora com repouso. Tratamento: anti-inflamatórios, fisioterapia, afastamento se grave.

Tenossinovite: Inflamação da bainha do tendão (capa que envolve). Punho e mãos (De Quervain é específica do polegar). Sintomas: dor, inchaço, crepitação. Tratamento similar à tendinite, casos graves exigem cirurgia.

Síndrome do túnel do carpo: Compressão do nervo mediano no punho. Causa: movimentos repetitivos de flexão/extensão, postura inadequada em digitação. Sintomas: formigamento em polegar/indicador/médio, dor noturna, perda de força. Tratamento: órtese (munhequeira rígida) noturna, anti-inflamatórios, fisioterapia, cirurgia se conservador falhar.

Epicondilite (cotovelo do tenista): Inflamação de tendões no cotovelo. Não só atletas – comum em trabalhos manuais repetitivos (montadores, carregadores). Sintomas: dor ao apertar objetos, carregar peso. Tratamento: repouso, fisioterapia, mudança de técnica de trabalho.

Lombalgia ocupacional: Dor lombar crônica por postura inadequada (sentado sem apoio lombar), levantamento incorreto de peso, vibração (motoristas). Sintomas: dor constante ou intermitente na região lombar, piora ao final do dia. Tratamento: fisioterapia, fortalecimento de core, adequação ergonômica (cadeira com apoio lombar, técnica correta de levantamento).


Quando AET é Obrigatória

Indicadores de necessidade (NR-17 item 17.2): Afastamentos por LER/DORT (3+ casos no ano), queixas recorrentes de desconforto musculoesquelético (pesquisa de morbidade), taxa de absenteísmo elevada em setor específico, identificação de risco ergonômico grave no PGR.

Atividades de alto risco: Call centers (digitação e fala contínuas), linhas de montagem (repetitividade), caixas de supermercado (movimentos repetitivos + postura em pé), cozinhas industriais (levantamento de panelas pesadas), motoristas (vibração + postura estática).

Conteúdo da AET: Análise da demanda (por que está sendo feita), análise da tarefa prescrita (o que procedimento diz para fazer), análise da atividade real (o que trabalhador realmente faz – pode diferir do prescrito), identificação de situações de sobrecarga (posturas forçadas, movimentos repetitivos, força excessiva), recomendações de melhorias (mudanças em mobiliário, organização do trabalho, treinamento).

Quem elabora: Fisioterapeuta do trabalho, ergonomista certificado, engenheiro de segurança com especialização em ergonomia. Profissional com conhecimento profundo de biomecânica, organização do trabalho, metodologias de análise (RULA, REBA, NIOSH para levantamento de carga).

Custo: AET para setor pequeno (10-20 postos similares): R$ 3.000-8.000. AET completa de empresa média (múltiplos setores): R$ 15.000-40.000. Inclui observações in loco (2-5 dias), medições (ângulos articulares, forças), entrevistas, relatório detalhado, apresentação de recomendações.


Adequações Ergonômicas Práticas

Posto de trabalho em computador: Cadeira com ajuste de altura, encosto reclinável, apoio lombar destacado. Regulagem: pés totalmente apoiados no chão (ou apoio de pés), coxa paralela ao solo, ângulo do joelho 90-110º. Monitor: borda superior na altura dos olhos, distância mínimo 50 cm. Teclado e mouse: antebraço paralelo ao solo, punho neutro (sem flexão nem extensão). Mouse pad com apoio de punho em gel.

Notebook ergonômico: Notebook sozinho é péssimo ergonomicamente (tela baixa, teclado junto). Solução: suporte para elevar tela à altura dos olhos + teclado e mouse externos. Trabalhadores em home office devem receber suporte ou monitor externo.

Trabalho em pé: Caixas de supermercado, atendentes de balcão. Providenciar: tapete antifadiga (espuma densa reduz impacto), apoio alternado de pés (barra de 10-15 cm para alternar apoio), pausas sentadas (10 min a cada hora). Rodízio: alternar entre caixa e reposição de produtos (permite sentar/caminhar).

Levantamento de carga: Treinamento em técnica correta: dobrar joelhos mantendo coluna ereta (não curvar coluna), segurar carga próximo ao corpo, evitar torções (girar com os pés, não com tronco). Auxílios mecânicos: carrinhos, paleteiras, talhas, empilhadeiras para cargas acima de 25 kg.

Motoristas: Banco com ajuste de altura e inclinação, apoio lombar regulável, descanso de braço. Pausas: 10 min a cada 2 horas de direção (legislação de transporte exige). Alongamentos específicos para motoristas (coluna, pescoço, pernas).


Programas de Prevenção

Ginástica laboral: Exercícios de alongamento e fortalecimento realizados no local de trabalho. Tipos: preparatória (antes de começar trabalho, 5-10 min), compensatória (durante jornada, 10-15 min), relaxamento (fim do expediente, 10 min). Frequência: 2-3x por semana mínimo, ideal diário. Profissional: educador físico ou fisioterapeuta. Custo: R$ 800-2.000/mês para grupo de 20-40 pessoas. Eficácia comprovada: reduz queixas de dor em 30-50%.

Pausas ativas: Não pausas para descanso passivo mas para mudança de atividade. Trabalhador de digitação faz 50 min no computador, 10 min faz outra atividade (arquivar documentos físicos, caminhada curta, alongamentos). Quebra repetitividade muscular.

Rodízio de funções: Alternar trabalhadores entre tarefas diferentes ao longo do dia ou semana. Linha de montagem: 2h na estação A (movimentos de flexão), 2h na estação B (movimentos de extensão), 2h na estação C (inspeção visual – menos repetitivo). Distribui sobrecarga, diferentes grupos musculares trabalham.

Treinamento postural: Sessões de 30-60 minutos ensinando postura correta ao sentar, técnica de levantamento de carga, exercícios de fortalecimento para fazer em casa. Ministrado por fisioterapeuta. Anual ou quando admitir novos trabalhadores em funções de risco.

Mobiliário ajustável: Investir em cadeiras e mesas de qualidade com ampla regulagem. Cadeira ergonômica boa: R$ 800-2.000. Dura 8-10 anos. Custo por ano: R$ 100-200. Previne afastamentos que custam R$ 5.000-20.000 cada. ROI altíssimo.

Cultura ergonômica: Não adianta ter equipamento bom se trabalhador não usa corretamente. Gestores devem monitorar, encorajar pausas (não punir quem faz alongamento), permitir ajustes individuais (cada pessoa tem altura diferente, necessita regulagem específica).


Benefícios Além da Saúde

Redução de absenteísmo: LER/DORT são causa principal de afastamentos em escritórios e indústrias leves. Programa ergonômico reduz afastamentos em 40-60%. Empresa com 200 empregados, 20 afastamentos/ano de média 30 dias cada. Redução de 50% = 10 afastamentos evitados = 300 dias de trabalho recuperados.

Aumento de produtividade: Trabalhador sem dor trabalha melhor. Estudos mostram ganho de 10-20% em produtividade após melhorias ergonômicas. Raciocínio: trabalhador com dor crônica gasta energia compensando desconforto, fica irritado, menos focado.

Redução de processos trabalhistas: Trabalhador que desenvolve LER/DORT grave pode processar por doença ocupacional. Indenizações R$ 30.000-150.000. Se empresa demonstra que implementou ergonomia (AET, mobiliário adequado, pausas, ginástica), defesa é sólida. Juiz pode considerar que empresa não foi negligente.

Retenção de talentos: Ambiente confortável retém trabalhadores. Mercado competitivo, profissionais qualificados escolhem empresas que cuidam de saúde. Ergonomia é diferencial em employer branding.

Compliance: Cumprir NR-17 evita multas (R$ 805,06 a R$ 6.708,08 por não conformidade). Certificações ISO 45001 (gestão de SST) exigem ergonomia adequada.


Fale com a Climec

Unidade Santo Amaro: Av. Adolfo Pinheiro, 1000, 10º andar, CJ. 100
Unidade Alphaville: Alameda Araguaia, 1293, 7º andar, CJ. 708
Telefone: (11) 5511-4043


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