Atendimento Santo Amaro
Segunda a Quinta: das 8h às 17h
Sexta: das 8h às 12h
Atendimento Alphaville
Segunda a Sexta: das 10h às 16h

Brigada de Incêndio e Plano de Emergência Empresarial 2026

Postado em: 27/01/2026

Sua empresa tem mais de 20 pessoas mas você não sabe se precisa de brigada de incêndio treinada, quantos brigadistas são necessários, e como elaborar plano de abandono eficaz? A prevenção e combate a incêndios em ambientes corporativos são regulamentados por normas estaduais (Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros) que exigem brigada de incêndio treinada conforme dimensionamento, rotas de fuga sinalizadas e desobstruídas, extintores adequados e inspecionados, e simulados periódicos de evacuação. Empresas que não constituem brigada obrigatória, mantêm extintores vencidos, bloqueiam saídas de emergência ou nunca realizaram simulado enfrentam multas de R$ 3.000 a R$ 30.000 do Corpo de Bombeiros, têm AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) negado impedindo funcionamento, e respondem criminalmente por mortes em incêndios. A Climec detalha dimensionamento de brigada, conteúdo do treinamento, equipamentos obrigatórios, e como organizar simulados eficazes.

TL;DR: Brigada obrigatória conforme IT-17 do Bombeiros (varia por estado). Treinamento inicial 16-20 horas + reciclagem anual. Brigadistas sabem usar extintores, fazer evacuação, prestar primeiros socorros. Simulados obrigatórios anualmente.


Brigada de Incêndio: Obrigatoriedade

Base legal: Cada estado tem Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros. São Paulo: IT-17 estabelece critérios. Minas Gerais: IT-15. Rio de Janeiro: NT-018. Variam ligeiramente mas princípios são similares.

Dimensionamento em SP (IT-17): Cruza população fixa do edifício (funcionários + público) com grau de risco da ocupação (A alto, B médio, C baixo). Tabela define quantidade de brigadistas. Exemplo: Escritório (risco B) com 100 pessoas = mínimo 8 brigadistas. Indústria (risco A) com 100 pessoas = 12 brigadistas. Comércio (risco C) com 100 pessoas = 4 brigadistas.

Por pavimento: Se edifício tem múltiplos pavimentos, deve ter brigadistas em cada andar (mínimo 2 por pavimento ocupado). Prédio de 5 andares com 20 pessoas por andar = 100 pessoas total. Mas precisa ter pelo menos 2 brigadistas por andar = 10 brigadistas (não apenas 8 da tabela geral).

Voluntários: Empresa não pode obrigar trabalhador a ser brigadista. Convoca voluntários. Se voluntários insuficientes, empresa pode tornar obrigatório para algumas funções (segurança, manutenção, liderança) mas deve remunerar adequadamente (adicional ou gratificação).

Estabilidade: Brigadista NÃO tem estabilidade no emprego (diferente de cipeiro). Mas tem direito a treinamento durante horário de trabalho sem desconto, equipamentos de proteção individual (quando necessário), e reconhecimento.


Treinamento de Brigadistas

Carga horária: Mínimo 16 horas (IT-17 SP) a 24 horas (alguns estados). Curso inicial mais completo. Reciclagem anual de 4-8 horas.

Conteúdo obrigatório: Teoria do fogo (triângulo do fogo, classes A/B/C/D/K, métodos de extinção), prevenção de incêndio (inspeções, identificação de riscos), combate a princípio de incêndio (uso de extintores, hidrantes), abandono de área (técnicas de evacuação, pontos de encontro), primeiros socorros (RCP, queimaduras, fraturas, desmaios), comunicações de emergência (como acionar bombeiros, passar informações).

Prática obrigatória: Combate real em campo de treinamento. Simulação de fogo controlado (bandejas com combustível aceso). Cada brigadista pratica uso de extintor apagando chamas reais. Prática de desenrolar mangueira de hidrante, direcionar jato. Simulação de evacuação em ambiente de fumaça (túnel com fumaça artificial).

Quem ministra: Instrutores certificados pelo Corpo de Bombeiros. Geralmente bombeiros civis, bombeiros militares aposentados, ou empresas especializadas credenciadas. Instrutor deve ter certificado de formação de instrutores de brigada.

Certificado: Cada brigadista recebe certificado nominativo com foto, CPF, empresa, conteúdo, carga horária, data, validade (1 ano), instrutor, entidade certificadora. Cópia entregue ao Corpo de Bombeiros quando solicitar AVCB.

Custo: Treinamento in company (instrutor vai na empresa para turma de 10-20 brigadistas): R$ 2.500-6.000 por turma. Treinamento em centro de treinamento externo: R$ 200-400 por pessoa. Reciclagem anual: 50% do valor do inicial.


Equipamentos e Infraestrutura

Extintores: Quantidade e tipo conforme IT-21 do Bombeiros. Classe A (fogo em sólidos – papel, madeira): extintor de água ou pó ABC. Classe B (líquidos inflamáveis): extintor de CO2 ou pó ABC. Classe C (equipamentos elétricos energizados): CO2 ou pó ABC (NUNCA água). Classe K (cozinhas – óleo vegetal): extintor específico classe K. Distância máxima para alcançar extintor: 25 metros (escritórios) a 15 metros (indústrias).

Sinalização de emergência: Placas fotoluminescentes (brilham no escuro). Saída de emergência, rota de fuga, extintores, hidrantes, alarme, equipamentos de emergência. Dimensões e cores conforme NBR 13434. Afixadas em altura visível (1,80m do chão). Iluminação de emergência: luminárias autônomas com bateria que acendem quando falta luz.

Alarme de incêndio: Obrigatório em edifícios de múltiplos pavimentos ou ocupação acima de 100 pessoas. Acionadores manuais (caixas quebra-vidro) em rotas de fuga. Sirenes audíveis em todos ambientes. Central de alarme monitorada (brigadistas sabem onde foi acionado).

Hidrantes: Caixas com mangueira, esguicho, chave de hidrante. Alimentados por reserva técnica de incêndio (caixa d’água exclusiva) com bomba. Obrigatório conforme altura e área do edifício (IT-22).

EPI de brigadista: Capacete, luvas de vaqueta, lanterna, apito. Alguns brigadas mais estruturadas fornecem colete identificador (escrito BRIGADISTA) e rádio comunicador.


Plano de Emergência e Abandono

Plano de abandono – elementos essenciais: Identificação de rotas de fuga primárias e alternativas, pontos de encontro externos (locais seguros fora do edifício onde todos se reúnem após evacuação), responsáveis por cada ação (líder de evacuação, brigadistas, porteiro, recepção), procedimentos para pessoas com mobilidade reduzida (quem auxilia, cadeiras de evacuação se necessário), comunicação (como dar alarme, como acionar bombeiros).

Rotas de fuga: Escadas (preferencialmente 2 escadas independentes em edifícios grandes), corredores livres de obstrução, portas abrindo para fora (sentido da fuga), largura mínima conforme população (1,20m para até 100 pessoas, 1,60m acima de 200). Bloqueio de rota de fuga é infração gravíssima – empresas guardam materiais em escadas (PROIBIDO), trancam portas de saída (PROIBIDO).

Ponto de encontro: Praça/estacionamento a pelo menos 50 metros do edifício (distância segura). Sinalizado com placa. Todos sabem onde é. Após evacuação, fazer chamada (lista nominal) confirmando que todos saíram. Se alguém faltar, informar bombeiros para resgate.

Procedimento para deficientes: Pessoa em cadeira de rodas não usa elevador (pode parar). Brigadistas usam cadeira de evacuação (desce escada) ou carregam. Deficiente visual: guiar pelo braço, descrever trajeto verbalmente. Deficiente auditivo: comunicação visual/escrita, sinais combinados.

Comunicação com bombeiros: Ao discar 193, informar: endereço completo com referências, tipo de emergência (incêndio, vazamento de gás, acidente), número de pessoas no local, se há vítimas presas, quem está falando (nome, função). Não desligar até bombeiros autorizarem. Enviar alguém ao portão para recepcionar viatura.


Simulados de Evacuação

Periodicidade: Mínimo 1 vez por ano (IT-17). Recomendável 2x/ano (início e meio do ano) para reforçar treinamento. Empresas grandes (500+ pessoas) podem fazer 4x/ano em setores diferentes.

Preparação: Definir data e hora (não avisar trabalhadores para testar resposta real, mas avisar bombeiros e segurança do edifício se for condomínio). Escalar observadores (brigadistas ou SESMT) em pontos estratégicos para anotar comportamentos. Preparar cronômetro (medir tempo de evacuação). Avisar vizinhos (evitar que eles chamem bombeiros de verdade vendo evacuação).

Execução: Brigadista aciona alarme. Trabalhadores abandonam tudo e evacuam imediatamente (não param para salvar documentos, pegar bolsa). Brigadistas guiam fluxo, verificam banheiros/salas (não deixar ninguém para trás). Todos vão ao ponto de encontro. Líder da brigada faz chamada nominal. Cronometrar desde alarme até última pessoa no ponto de encontro.

Tempo ideal: Edifício até 4 andares com 100 pessoas: máximo 3 minutos. Edifício 10 andares com 500 pessoas: máximo 8 minutos. Se tempo for excessivo, investigar gargalos (escadas estreitas, pessoas que pararam no meio do caminho, confusão).

Debriefing: Após simulado, reunir envolvidos. Discutir: o que funcionou bem? o que pode melhorar? alguém ficou confuso sobre rota? tempo foi adequado? Registrar lições aprendidas. Atualizar plano de abandono se necessário. Fotografar/filmar simulado (evidência para AVCB).


AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros

O que é: Certificado emitido pelo Corpo de Bombeiros atestando que edifício cumpre normas de prevenção e combate a incêndio. Obrigatório para funcionamento legal (alvará de funcionamento da prefeitura exige AVCB).

Documentação para solicitar: Projeto técnico de segurança contra incêndio aprovado previamente, comprovante de treinamento de brigada (certificados dos brigadistas), relatórios de inspeção de extintores (anuais), testes de hidrantes e bombas (semestrais), fotos de sinalização, fotos de rotas de fuga desobstruídas, relatório de simulado de evacuação.

Vistoria in loco: Bombeiros agendam vistoria. Verificam: extintores no local, dentro da validade, com carga? Hidrantes funcionam? Alarme funciona? Saídas desobstruídas? Sinalização adequada? Iluminação de emergência funciona? Brigadistas sabem usar equipamentos?

Validade: 1 ano (renovação anual) para ocupações de alto risco. 3 anos para ocupações de baixo risco (escritórios comerciais). Empresa deve renovar antes do vencimento (processo leva 30-60 dias).

Custo: Taxa do Corpo de Bombeiros conforme área construída: R$ 300-5.000 (taxa pública). Consultoria para elaborar projeto e acompanhar processo: R$ 2.000-15.000. Adequações físicas se necessário (instalar extintores, placas): R$ 3.000-30.000.


Fale com a Climec

Unidade Santo Amaro: Av. Adolfo Pinheiro, 1000, 10º andar, CJ. 100
Unidade Alphaville: Alameda Araguaia, 1293, 7º andar, CJ. 708
Telefone: (11) 5511-4043


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.