5 Substâncias Detectadas no Exame Toxicológico CNH 2026
Postado em: 27/01/2026
Você vai fazer exame toxicológico para CNH mas não sabe exatamente o que será testado e quanto tempo cada substância fica detectável no organismo? O exame toxicológico de larga janela detecta cinco grupos principais de substâncias psicoativas através da análise de cabelo ou pelos corporais, com capacidade de identificar uso ocorrido nos últimos 90 dias. Muitos candidatos reprovam por desconhecer que medicamentos aparentemente inofensivos, suplementos importados ou até mesmo uso recreativo ocasional podem resultar em exame positivo e impedir a obtenção ou renovação da CNH. A Climec — especialista em exames toxicológicos há mais de 40 anos — esclarece detalhadamente quais substâncias são detectadas, como funcionam os testes e o que você precisa saber para não ter surpresas desagradáveis.
TL;DR: Exame detecta maconha (THC), cocaína, anfetaminas, metanfetaminas, opioides e opiáceos através de análise de 3cm de cabelo que representa 90 dias de histórico. Uso de medicamentos controlados deve ser declarado com receita médica. Janela de detecção não pode ser burlada cortando cabelo pois laboratório coleta pelos corporais.
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Como Funciona a Detecção por Análise Capilar
Por que cabelo e não sangue ou urina
Janela de detecção ampla: Sangue detecta substâncias por horas ou poucos dias. Urina detecta por 3 a 7 dias na maioria dos casos. Cabelo detecta por 90 dias ou mais, permitindo identificar padrão de uso ao longo do tempo.
Dificuldade de adulteração: Exames de urina podem ser adulterados com diluição, substituição da amostra ou uso de mascaradores. Cabelo é coletado pelo profissional, impossibilitando troca. Lavagem laboratorial remove contaminação externa.
Estabilidade da amostra: Substâncias no cabelo são estáveis por meses ou anos. Amostras podem ser guardadas para contraprova. Não há degradação rápida como ocorre com sangue e urina.
Como substâncias entram no cabelo
Processo de incorporação: Quando pessoa usa droga, substância entra na corrente sanguínea. Sangue irriga folículos capilares na raiz do cabelo. Substâncias são depositadas na estrutura do fio durante crescimento. Fio cresce aproximadamente 1cm por mês levando a substância para fora do couro cabeludo.
Segmento analisado: Laboratório coleta aproximadamente 3cm de cabelo da região da nuca, cortados rente ao couro cabeludo. Esses 3cm representam aproximadamente 90 dias de crescimento. Segmento é dividido em 3 partes de 1cm cada, permitindo até datar período aproximado do uso.
Quantidades detectáveis: Não é necessário uso frequente para detecção. Uso único pode não ser detectado se quantidade for muito pequena. Uso ocasional (2 a 3 vezes em 90 dias) já é detectável na maioria dos casos. Uso regular é sempre detectado.
Técnica laboratorial – cromatografia e espectrometria
Preparação da amostra: Fios são lavados com solventes para remover contaminação externa (fumaça, contato com usuários). Cabelo é cortado em fragmentos minúsculos. Substâncias são extraídas através de digestão química do cabelo.
Análise por cromatografia: Extrato é injetado em cromatógrafo gasoso ou líquido. Equipamento separa diferentes substâncias presentes. Cada substância tem tempo de retenção característico no cromatógrafo.
Confirmação por espectrometria de massas: Substâncias separadas passam por espectrômetro de massas. Equipamento identifica estrutura molecular exata de cada substância. Elimina falsos positivos – se não for exatamente a molécula procurada, não é considerado positivo.
Valores de corte (cut-off): Laboratório só considera positivo se concentração estiver acima de valor mínimo estabelecido. Cut-offs seguem padrão internacional SAMHSA. Concentrações abaixo do cut-off são relatadas como não detectado mesmo que haja traços.
1. Maconha e Canabinoides – THC
O que é detectado exatamente
Substância principal: Delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) – princípio ativo responsável pelos efeitos psicoativos da maconha.
Metabólitos detectados: THC-COOH (11-nor-9-carboxy-THC) – principal metabólito produzido quando corpo processa THC. THCA (ácido tetrahidrocanabinólico) – presente na planta, detectado em usuários recentes.
Cut-off para cabelo: 1 picograma por miligrama (1 pg/mg) para THC. 0,05 pg/mg para THCCOOH. Valores extremamente baixos porque THC se incorpora menos no cabelo que outras drogas.
Formas de uso que resultam em detecção
Maconha fumada (baseado): Forma mais comum. Detecção depende de frequência – uso único eventual pode não detectar, uso semanal detecta com certeza, uso diário detecta em níveis muito altos.
Haxixe: Concentrado de THC com potência 3 a 5 vezes maior que maconha. Mesmo uso eventual tem alta chance de detecção.
Comestíveis (brownies, balas, óleos): THC é absorvido pelo sistema digestivo. Concentrações no sangue são diferentes mas substância ainda se incorpora no cabelo. Detecção é equivalente ao uso fumado.
Vaporização: Método que aquece maconha sem queimar. Absorção de THC é alta, detecção é equivalente.
Canabidiol (CBD) medicinal – cuidados
CBD puro não contém THC: Produtos de CBD farmacêutico autorizados pela Anvisa contêm apenas canabidiol, sem THC. Uso de CBD puro NÃO resulta em exame positivo para THC.
Produtos “full spectrum” são arriscados: Óleos importados vendidos como suplemento podem conter até 0,3% de THC. Uso prolongado pode acumular THC suficiente para detecção. Risco de reprovação existe.
O que fazer se você usa CBD: Verifique se produto é registrado na Anvisa e tem certificado de análise mostrando 0% de THC. Guarde nota fiscal, prescrição médica e bula. Declare o uso no formulário pré-coleta. Se possível, traga documentação no dia da coleta.
Tempo para eliminação após parar o uso
Usuário eventual (1 a 2 vezes/mês): 90 dias é suficiente para novo cabelo crescer sem THC. Cortar cabelo curto não adianta – laboratório usa pelos do corpo.
Usuário regular (semanal): 90 a 120 dias para negativação completa.
Usuário crônico (diário há meses): 120 a 180 dias. THC se acumula em gordura corporal e continua sendo liberado lentamente.
Consequências do uso para direção
Efeitos no organismo: Alteração da percepção de tempo e distância. Redução dos reflexos e tempo de reação. Comprometimento da capacidade de dividir atenção. Sonolência e relaxamento excessivo.
Risco de acidentes: Estudos mostram que dirigir sob efeito de maconha dobra risco de acidente. Quando combinado com álcool, risco aumenta 15 vezes.
2. Cocaína e Derivados – Crack, Merla, Oxi
O que é detectado
Cocaína: Molécula original da droga.
Benzoilecgonina: Principal metabólito da cocaína, produzido pelo fígado. É o marcador mais confiável de uso porque não existe em nenhuma fonte natural.
Éster metílico de ecgonina (EME): Metabólito formado quando cocaína é fumada na forma de crack. Sua presença indica especificamente uso de crack.
Cocaetileno: Metabólito formado quando pessoa usa cocaína junto com álcool. Indica uso combinado.
Cut-off para cabelo: 500 picogramas por miligrama para cocaína. 50 pg/mg para benzoilecgonina.
Todas as formas de cocaína são detectadas
Cocaína em pó (inalada): Forma mais comum em camadas sociais mais altas. Absorção pela mucosa nasal. Plenamente detectável por 90 dias.
Crack: Cocaína processada em forma de pedra para fumar. Efeito é mais rápido e intenso. Formação de EME permite identificar que foi crack especificamente.
Merla: Pasta base de cocaína fumada. Comum em regiões produtoras. Igualmente detectável.
Oxi: Variante do crack feita com querosene e cal. Extremamente tóxica. Detectada como cocaína.
Injetável: Cocaína dissolvida injetada na veia. Menos comum mas detectável.
Não existem falsos positivos com cocaína
Nenhum medicamento legal contém cocaína: Diferentemente de opioides e anfetaminas, não há remédios autorizados com cocaína.
Anestésicos locais não causam positivo: Lidocaína, prilocaína, benzocaína são anestésicos diferentes, não geram metabólitos de cocaína.
Chá de coca é proibido no Brasil: Folhas de coca (matéria-prima da cocaína) são proibidas. Chá de coca vendido ilegalmente pode conter traços de cocaína e reprovar exame.
Exposição passiva não detecta: Estar próximo a usuários de crack, inalar fumaça passivamente, não produz concentrações suficientes para resultado positivo. Lavagem laboratorial remove contaminação externa.
Tempo de detecção
Uso único: 60 a 90 dias dependendo da quantidade.
Uso ocasional: 90 dias garantido.
Uso frequente: 90 a 120 dias. Cocaína tem afinidade muito alta por cabelo, permanece por mais tempo que outras drogas.
Consequências do uso
Efeitos agudos: Euforia intensa seguida de depressão profunda. Agitação psicomotora, taquicardia, hipertensão. Paranoia, alucinações em doses altas. Risco de infarto e AVC mesmo em jovens.
Efeitos na direção: Excesso de confiança levando a velocidade perigosa. Agressividade no trânsito. Depressão pós-uso causando sonolência ao volante.
3. Anfetaminas e Metanfetaminas – Rebites e Ecstasy
Substâncias deste grupo
Anfetamina: Estimulante do sistema nervoso central.
Metanfetamina: Versão mais potente da anfetamina, altamente viciante. Conhecida como ice, cristal.
MDMA (ecstasy): 3,4-metilenodioximetanfetamina, droga sintética usada em festas. Produz euforia e empatia artificial.
MDA: Metabólito do MDMA, também usado como droga recreativa.
Femproporex: Anorexígeno (remédio para emagrecer) proibido no Brasil desde 2011 mas vendido ilegalmente. Metaboliza em anfetamina no corpo.
Anfepramona (dietilpropiona): Anorexígeno ainda permitido com receita controlada. Pode dar positivo se usado sem prescrição ou em doses excessivas.
Cut-off para cabelo: 300 pg/mg para anfetamina. 300 pg/mg para metanfetamina. 300 pg/mg para MDMA.
Uso ilícito – rebites e ecstasy
Rebites (metanfetamina): Usados ilegalmente por caminhoneiros para ficar acordados. Vendidos em postos de estrada, farmácias clandestinas. Extremamente perigosos, causam dependência grave. Uso de rebite é descoberto pelo toxicológico e resulta em reprovação automática.
Ecstasy e balas: Usados em festas, raves, baladas. Jovens tirando primeira CNH são grupo de risco. Uso em final de semana é detectado por 90 dias. Não adianta parar de usar uma semana antes do exame.
Uso medicinal que requer cuidado
Metilfenidato (Ritalina, Concerta): Usado para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Não é anfetamina mas pertence à classe dos estimulantes. Geralmente NÃO reprova se usado conforme prescrição médica. Deve ser declarado no formulário pré-coleta com apresentação de receita.
Lisdexanfetamina (Venvanse): Medicamento para TDAH que metaboliza em anfetamina no corpo. Uso conforme prescrição pode dar concentrações acima do cut-off. Médico revisor do laboratório avalia caso a caso – se dose for compatível com prescrição médica e houver documentação, pode liberar como negativo. Se concentração for muito alta (sugerindo abuso) ou não houver receita, reprova.
Anfepramona para emagrecimento: Ainda permitida no Brasil mas sob controle rigoroso. Receita azul (B2) válida por 30 dias. Se você está em tratamento para obesidade e médico prescreveu, declare e apresente receita. Uso sem receita ou em doses acima do prescrito reprova.
Bupropiona (Wellbutrin, Zyban): Antidepressivo também usado para parar de fumar. Não é anfetamina, não causa positivo. Pode usar tranquilamente.
Suplementos de academia – risco oculto
Termogênicos importados: Muitos contêm DMAA (dimetilamilamina), substância similar a anfetamina. DMAA é proibida no Brasil mas presente em produtos importados vendidos ilegalmente. Uso de termogênicos com DMAA resulta em exame positivo para anfetaminas.
Pré-treinos “forte”: Produtos vendidos como suplementos podem conter efedrina ou substâncias análogas. Risco de reprovação existe.
Recomendação: Use apenas suplementos de marcas nacionais registradas na Anvisa. Evite produtos importados de origem duvidosa vendidos em academias.
Tempo de detecção
Uso recreativo ocasional: 90 dias.
Uso de rebites por caminhoneiros: 90 a 120 dias. Uso crônico acumula muito.
Uso medicinal Venvanse/Ritalina: Detectável enquanto estiver em uso. Após parar, 60 a 90 dias para negativar.
Consequências do uso
Efeitos estimulantes: Insônia, agitação, falta de apetite. Hiperatividade física e mental. Comportamento de risco, agressividade.
Efeitos na direção: Falsa sensação de alerta – pessoa acha que está bem mas reflexos estão comprometidos. Quando efeito passa, sonolência intensa e súbita. Agressividade aumenta risco de acidentes por imprudência.
4. Opioides e Opiáceos – Morfina, Codeína, Heroína
Diferença entre opiáceos e opioides
Opiáceos: Derivados naturais do ópio (papoula). Incluem morfina, codeína, heroína.
Opioides: Termo mais amplo que inclui naturais e sintéticos. Incluem tramadol, oxicodona, fentanil.
Todos são detectados: Exame busca tanto opiáceos naturais quanto opioides sintéticos.
Substâncias detectadas neste grupo
Morfina: Analgésico potente usado em hospitais, tratamento de câncer. Também é metabólito da heroína.
Codeína: Analgésico mais fraco, presente em xaropes para tosse. Metaboliza parcialmente em morfina no corpo.
Heroína (diamorfina): Droga ilícita derivada da morfina. Metaboliza rapidamente em 6-MAM (6-monoacetilmorfina) e depois em morfina. Detecção de 6-MAM é prova inequívoca de uso de heroína.
Tramadol: Analgésico opioide sintético, controlado no Brasil. Vendido com receita branca especial.
Oxicodona: Analgésico opioide muito potente. Uso hospitalar ou oncológico. Receita amarela (A).
Fentanil: Opioide 50 a 100 vezes mais potente que morfina. Uso anestésico em cirurgias. Também existe versão ilícita extremamente perigosa.
Cut-off para cabelo: 200 pg/mg para morfina. 200 pg/mg para codeína. 20 pg/mg para 6-MAM (heroína).
Uso medicinal legítimo
Codeína em xaropes: Produtos como Gotas Binelli, Belacodid, Tylex (codeína + paracetamol) são vendidos com receita branca. Uso conforme prescrição pode gerar concentrações detectáveis. Deve ser declarado no formulário pré-coleta. Médico revisor considera negativo se uso for compatível com prescrição.
Tramadol para dor: Muito prescrito para dores crônicas (coluna, artrose). Uso conforme receita médica válida não reprova se declarado. Concentrações muito altas sugerindo abuso podem reprovar mesmo com receita.
Morfina hospitalar ou oncológica: Pacientes em tratamento de dor oncológica usam morfina continuamente. Uso está documentado em prontuário médico. Deve apresentar relatório médico explicando o tratamento. Laboratório libera como negativo.
Pós-operatório recente: Anestesia em cirurgias pode conter fentanil ou morfina. Efeito é agudo, substância é eliminada rapidamente. Cirurgia há mais de 30 dias não justifica presença no cabelo. Cirurgia há menos de 30 dias deve ser declarada com documentação hospitalar.
Sementes de papoula em alimentos
Pães e bolos com semente de papoula: Sementes contêm traços de morfina e codeína. Consumo normal (alguns pães por semana) NÃO produz concentrações acima do cut-off. Consumo excessivo e deliberado (centenas de gramas) pode gerar níveis detectáveis mas muito baixos.
Lavagem laboratorial: Protocolo de preparo da amostra remove contaminação externa das sementes que podem ter tocado o cabelo.
Consenso científico: Alimentação com papoula não causa reprovação em exames com cut-offs adequados.
Uso ilícito de heroína
Heroína no Brasil: Menos comum que em países como EUA e Europa. Presente principalmente em grandes capitais. Usuários geralmente são politoxicômanos (usam várias drogas).
Detecção específica: Presença de 6-MAM (metabólito exclusivo da heroína) é prova definitiva. Não há como alegar uso medicinal ou alimentar.
Tempo de detecção
Uso medicinal pontual (xarope, pós-operatório): 30 a 60 dias.
Uso medicinal crônico (tramadol, morfina oncológica): Detectável enquanto em tratamento.
Uso ilícito (heroína): 90 dias garantido.
Consequências do uso
Efeitos depressores: Sonolência intensa, redução de reflexos. Náusea, vômito, constipação. Confusão mental, desorientação.
Risco de overdose: Opioides deprimem sistema respiratório. Overdose pode causar parada respiratória e morte.
Efeitos na direção: Sonolência extrema – risco de dormir ao volante. Reflexos muito lentificados. Pupilas contraídas (miose) prejudicam visão noturna.
5. Outras Substâncias e Situações Especiais
Benzodiazepínicos – ansiolíticos
Substâncias deste grupo: Diazepam (Valium), clonazepam (Rivotril), alprazolam (Frontal), lorazepam, bromazepam (Lexotan).
Detecção: Alguns painéis toxicológicos incluem benzodiazepínicos, outros não. Painel padrão para CNH geralmente NÃO inclui. Apenas painéis expandidos.
Uso medicinal: Prescritos para ansiedade, insônia, convulsões. Uso conforme prescrição NÃO reprova. Abuso (doses muito altas, uso sem receita) pode reprovar se laboratório testar especificamente.
Recomendação: Se você usa benzodiazepínico prescrito, declare no formulário. Se laboratório testar e encontrar, médico revisor libera como negativo ao ver receita.
Ketamina – anestésico dissociativo
O que é: Anestésico veterinário usado ilegalmente como droga recreativa em festas.
Detecção: Não faz parte do painel padrão de 5 substâncias. Apenas laboratórios que fazem painel expandido detectam.
Uso ilícito: Conhecido como “Special K” em festas eletrônicas. Causa dissociação da realidade, alucinações.
Uso médico: Raramente usado em humanos. Algumas clínicas de tratamento de depressão usam ketamina intravenosa. Deve ser documentado.
LSD – ácido lisérgico
Detecção: Muito difícil detectar LSD em cabelo. Molécula é instável, se degrada facilmente. Painéis padrão NÃO incluem LSD.
Uso: Droga alucinógena consumida em selos, micropontos. Efeitos duram 8 a 12 horas.
Risco de reprovação: Muito baixo porque maioria dos laboratórios não testa. Apenas painéis especiais muito caros.
Álcool – etanol
Detecção: Possível através de metabólito EtG (etil glucuronídeo) no cabelo. Painel para CNH NÃO testa álcool. Testa apenas drogas ilícitas.
Bafômetro é outra coisa: Exame toxicológico para CNH e bafômetro são completamente diferentes. Toxicológico não detecta álcool.
Medicamentos Que Podem Dar Positivo – Lista Detalhada
Anorexígenos (remédios para emagrecer)
Femproporex (Desobesi): Proibido desde 2011. Metaboliza em anfetamina. Se você usou, vai reprovar. Não adianta alegar uso medicinal porque droga é proibida.
Anfepramona (Dualid, Hipofagin, Inibex): Permitido com receita. Pode dar positivo para anfetaminas. Declare com receita válida.
Sibutramina (Plenty, Biomag): Permitida com receita. Geralmente NÃO dá positivo porque mecanismo é diferente. Mas declare por precaução.
Orlistat (Xenical): Não é estimulante, não dá positivo. Pode usar sem preocupação.
Medicamentos para TDAH
Metilfenidato (Ritalina, Concerta): Estimulante mas não é anfetamina. Na maioria dos casos NÃO reprova. Declare com receita.
Lisdexanfetamina (Venvanse): Metaboliza em anfetamina. Pode dar positivo. Médico revisor libera se uso for conforme prescrição. Sempre declare.
Analgésicos opioides
Tramadol (Tramal, Sylador): Opioide sintético. Detectado se usar. Declare com receita.
Codeína (Tylex, Paco, Gotas Binelli): Opiáceo. Detectado. Declare.
Morfina: Apenas uso hospitalar. Declare com documentação.
Paracetamol, dipirona, ibuprofeno: NÃO são opioides. Não dão positivo. Use tranquilamente.
Antidepressivos e estabilizadores
Fluoxetina (Prozac), sertralina (Zoloft), escitalopram: Não dão positivo. Use tranquilamente.
Bupropiona (Wellbutrin): Não dá positivo apesar de ser estimulante. Estrutura química diferente.
Lítio, ácido valproico: Não dão positivo.
Recomendação geral sobre medicamentos
Sempre declare: Mesmo que você ache que não vai dar positivo, declare. Melhor sobrar informação que faltar.
Leve receita: No dia da coleta, leve receitas de todos medicamentos controlados que você usa.
Relatório médico: Se usa medicação crônica importante (oncológico, neurológico), peça relatório ao médico.
Janela de Detecção e Tentativas de Burlar o Exame
Não adianta cortar o cabelo
Por que não funciona: Laboratório precisa de 3cm de cabelo da nuca. Se você cortar cabelo curto ou raspar, laboratório coleta pelos corporais (braço, perna, peito, costas). Pelos corporais têm mesma janela de detecção que cabelo da cabeça.
Pessoas carecas ou com cabelo muito curto: Coleta é feita normalmente com pelos do corpo. Isso é procedimento padrão, não levanta suspeita.
Não adianta tingir ou descolorir
Tratamentos químicos: Tinturas, descolorações, alisamentos podem degradar parcialmente as substâncias no cabelo. Redução é de 20% a 40% na melhor das hipóteses. Se você usou drogas regularmente, mesmo com degradação química ainda fica acima do cut-off.
Laboratórios sabem disso: Profissionais observam se cabelo tem aparência de tratamento químico recente. Se suspeitar de tentativa de adulteração, podem coletar amostra maior ou usar pelos corporais que não foram tratados.
Não adianta usar shampoos “detox”
Shampoos comerciais: Produtos vendidos online prometendo “limpar” cabelo de drogas. Não funcionam. Substâncias estão DENTRO da estrutura do fio, não na superfície. Lavagem laboratorial é muito mais agressiva que qualquer shampoo.
Receitas caseiras: Vinagre, bicarbonato, água sanitária diluída – nada disso remove substâncias do interior do fio. Apenas danificam cabelo externamente.
Não adianta tentar trocar a amostra
Coleta controlada: Profissional de saúde observa diretamente o corte do cabelo. Você não fica sozinho em momento algum. Impossível trocar amostra por cabelo de outra pessoa.
Lacre imediato: Amostra é colocada em envelope que é lacrado na sua frente. Você assina o lacre. Quebra de lacre invalida exame.
Quanto tempo realmente leva para negativar
Se você parou de usar hoje: Cabelo que está crescendo agora ainda contém as substâncias porque cresceu durante período de uso. Você precisa esperar cabelo novo (limpo) crescer. Cabelo cresce 1cm por mês. Para ter 3cm de cabelo limpo, precisa de 3 meses sem usar nada.
Aceleração do crescimento capilar: Não existe. Vitaminas, shampoos, tratamentos não fazem cabelo crescer significativamente mais rápido. Taxa de crescimento é determinada geneticamente (0,8 a 1,2 cm/mês).
Única forma garantida: Parar de usar completamente e aguardar 90 dias. Não há atalho.
O que acontece se você for pego tentando burlar
Recusa de coleta: Se você se recusar a fornecer amostra ou tentar impedir coleta, laboratório emite laudo informando recusa. DETRAN trata como resultado positivo – você não recebe ou não renova CNH.
Tentativa de adulteração: Se profissional desconfiar de tentativa de fraude (você tenta trocar amostra, oferece suborno), pode cancelar procedimento e informar DETRAN. Você fica impedido de fazer novo exame por período determinado.
Consequências legais: Tentativa de fraude em exame obrigatório pode configurar crime de falsidade ideológica.
Fale com a Climec
Unidade Santo Amaro: Av. Adolfo Pinheiro, 1000, 10º andar, CJ. 100
Unidade Alphaville: Alameda Araguaia, 1293, 7º andar, CJ. 708
Telefone: (11) 5511-4043
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