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Mapeamento de Riscos Psicossociais no PGR — NR-1 Guia Completo | Climec SST

Postado em: 05/05/2026

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Mapeamento de Riscos Psicossociais no PGR — NR-1 Guia Completo | Climec SST

Introdução

A partir de maio de 2021, com a atualização da NR-1, todas as empresas brasileiras tornaram-se obrigadas a identificar e avaliar riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Ignorar essa exigência pode resultar em autuações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), passivos trabalhistas e afastamentos prolongados que impactam diretamente a produtividade. A gestão inadequada dos riscos psicossociais também eleva índices de absenteísmo, turnover e contribui para o agravamento do Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

Este guia foi desenvolvido para profissionais de Recursos Humanos, Departamento Pessoal, SESMT e gestores que precisam adequar o PGR às exigências legais vigentes. Você encontrará orientações práticas sobre como realizar o mapeamento de riscos psicossociais, integrá-lo ao gerenciamento de riscos ocupacionais e implementar medidas de controle eficazes para proteger sua operação e seus colaboradores.

O que é Mapeamento de Riscos Psicossociais e por que sua empresa precisa saber

O mapeamento de riscos psicossociais consiste na identificação, avaliação e documentação de fatores organizacionais e relacionais que podem afetar a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. Esses riscos incluem sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por metas, assédio moral, ausência de autonomia, conflitos interpessoais, jornadas prolongadas e ambiente organizacional tóxico.

A NR-1, que estabelece as disposições gerais e o gerenciamento de riscos ocupacionais, determina que o PGR deve contemplar todos os riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais. Essa obrigatoriedade está prevista no item 1.5.4.4 da norma, que exige levantamento preliminar de perigos e identificação de riscos que possam afetar a segurança e saúde no trabalho. A CLT, em seu art. 157, também estabelece dever do empregador de cumprir normas de segurança e medicina do trabalho.

Na prática, isso significa que sua empresa deve avaliar não apenas riscos físicos, químicos ou ergonômicos, mas também fatores como ritmo de trabalho, relacionamento com chefias, clima organizacional e demandas emocionais. O não cumprimento dessa exigência expõe a organização a fiscalização, autuação e responsabilização em ações trabalhistas relacionadas a transtornos mentais, burnout e doenças ocupacionais de origem psicossocial.

Impacto Legal e Financeiro para Empresas

A ausência de mapeamento de riscos psicossociais no PGR configura descumprimento da NR-1 e pode gerar autuação e penalidades conforme fiscalização do MTE. Além disso, colaboradores afastados por transtornos mentais relacionados ao trabalho podem pleitear indenizações por danos morais e materiais, especialmente quando a empresa não adotou medidas preventivas documentadas.

Do ponto de vista previdenciário, afastamentos por transtornos relacionados ao trabalho impactam o FAP, elevando a alíquota do Seguro de Acidentes do Trabalho (SAT) e aumentando os custos da folha de pagamento. A caracterização de nexo causal entre adoecimento mental e condições de trabalho inadequadas também pode gerar Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), com desdobramentos administrativos e judiciais.

Empresas que negligenciam essa obrigação também enfrentam custos indiretos significativos: aumento do absenteísmo, queda de produtividade, turnover elevado, dificuldade de retenção de talentos e danos à reputação corporativa. A implementação adequada do mapeamento, por outro lado, demonstra compliance e fortalece a defesa em eventuais demandas trabalhistas, uma vez que evidencia adoção de boas práticas de gestão de riscos ocupacionais.

Base legal e técnica: NR-1 (PGR e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), NR-7 (PCMSO e vigilância da saúde), CLT art. 157 (obrigações do empregador), e diretrizes do MTE sobre prevenção de riscos psicossociais. Fonte: gov.br (Ministério do Trabalho e Emprego) e Normas Regulamentadoras aplicáveis.

Como Implementar: Passo a Passo

A implementação eficaz do mapeamento de riscos psicossociais exige planejamento estruturado e envolvimento de múltiplas áreas da empresa. Siga os passos abaixo para garantir conformidade legal e proteção efetiva dos colaboradores.

  • Passo 1: Formar equipe multidisciplinar — Envolva profissionais de SESMT, RH, DP, gestores operacionais e, preferencialmente, um psicólogo organizacional ou do trabalho. A participação de representantes dos trabalhadores (CIPA, quando aplicável) também enriquece o levantamento e aumenta a adesão às medidas preventivas.
  • Passo 2: Realizar levantamento de perigos psicossociais — Identifique fatores de risco por setor, função e turno. Utilize questionários validados, entrevistas, observação direta e análise de indicadores como absenteísmo, turnover, afastamentos por transtornos mentais e queixas formais. Considere aspectos como carga de trabalho, autonomia, suporte social, clareza de papéis, relação com lideranças e exposição a situações de violência ou assédio.
  • Passo 3: Avaliar e hierarquizar riscos — Classifique os riscos identificados conforme probabilidade e gravidade, considerando impacto potencial na saúde mental dos trabalhadores. Priorize situações de maior exposição e vulnerabilidade, como setores com alta rotatividade, jornadas extensas ou relatos recorrentes de conflitos. Essa hierarquização orienta a definição de ações corretivas e preventivas.
  • Passo 4: Documentar no PGR e definir plano de ação — Registre todos os riscos psicossociais identificados no PGR, descrevendo medidas de controle adotadas ou a adotar. Estabeleça prazos, responsáveis e indicadores de acompanhamento. As ações podem incluir ajustes organizacionais (redistribuição de tarefas, redução de sobrecarga), treinamentos de lideranças, programas de apoio psicológico, canais de denúncia e políticas de prevenção ao assédio.
  • Passo 5: Integrar com eSocial e monitorar continuamente — Organize a documentação para envio de eventos ao eSocial, incluindo registros de afastamentos relacionados a transtornos mentais (quando aplicável) e ações preventivas implementadas. Revise periodicamente o mapeamento (ao menos anualmente ou quando houver mudanças organizacionais significativas) e monitore indicadores de saúde mental para avaliar eficácia das medidas adotadas.

Erros Comuns que Custam Caro

  • Erro 1: Tratar riscos psicossociais como “soft” ou secundários — Muitas empresas concentram esforços exclusivamente em riscos físicos e ergonômicos, negligenciando fatores organizacionais. Resultado: afastamentos prolongados, aumento de passivos trabalhistas e autuações por descumprimento da NR-1.
  • Erro 2: Realizar mapeamento superficial ou genérico — Copiar modelos prontos sem adaptação à realidade da empresa gera documentação inútil para fiscalização e não previne adoecimento. Cada organização possui características específicas que devem ser identificadas e avaliadas de forma individualizada.
  • Erro 3: Não envolver lideranças e gestores no processo — A implementação de medidas de controle depende do comprometimento de quem gerencia equipes. Sem capacitação e envolvimento das lideranças, ações preventivas tornam-se ineficazes e a cultura organizacional permanece tóxica.
  • Erro 4: Ignorar indicadores de saúde mental disponíveis — Dados como afastamentos por CID F (transtornos mentais), absenteísmo elevado, turnover e queixas recorrentes são sinais claros de problemas psicossociais. Não utilizá-los para retroalimentar o PGR representa desperdício de informações valiosas e perda de oportunidade de intervenção precoce.
  • Erro 5: Não documentar ações preventivas e corretivas — A falta de registros formais compromete a defesa em processos trabalhistas e fiscalizações. Toda medida adotada deve constar no PGR, com evidências de implementação, treinamentos realizados e acompanhamento de eficácia.

Perguntas Frequentes

Quais riscos psicossociais devem ser mapeados no PGR?

Devem ser identificados todos os fatores organizacionais e relacionais capazes de afetar a saúde mental dos trabalhadores. Isso inclui sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por metas, falta de autonomia, conflitos interpessoais, assédio moral ou sexual, jornadas prolongadas, ausência de suporte social, ambiguidade de papéis, insegurança no emprego e exposição a violência.

A NR-1 não estabelece lista taxativa, mas exige que o levantamento contemple todos os perigos e riscos que possam comprometer a segurança e saúde no trabalho. O mapeamento deve ser específico para cada empresa, considerando atividades, setores, turnos e perfil dos colaboradores.

O mapeamento de riscos psicossociais é obrigatório para todas as empresas?

Sim. A NR-1 aplica-se a todos os empregadores que admitam trabalhadores como empregados, independentemente do porte ou segmento. Isso significa que micro, pequenas, médias e grandes empresas devem incluir riscos psicossociais no PGR.

Empresas menores podem adotar metodologias simplificadas, mas não estão isentas da obrigação. O importante é que o mapeamento seja adequado à realidade organizacional e contemple os riscos efetivamente presentes no ambiente de trabalho.

Como integrar o mapeamento de riscos psicossociais ao PCMSO?

O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), previsto na NR-7, deve estar articulado com o PGR. Os riscos psicossociais identificados no mapeamento orientam a definição de exames médicos, protocolos de vigilância da saúde mental e ações de promoção de saúde.

Na prática, o médico coordenador do PCMSO utiliza as informações do PGR para monitorar colaboradores expostos a riscos psicossociais elevados, implementar avaliações periódicas de saúde mental e encaminhar para acompanhamento especializado quando necessário. Essa integração fortalece a prevenção e melhora a efetividade das medidas de controle.

Quem deve realizar o mapeamento de riscos psicossociais?

O mapeamento pode ser conduzido pela equipe interna (SESMT, RH, psicólogo organizacional) ou por consultoria especializada em SST. O essencial é que os responsáveis tenham conhecimento técnico sobre fatores de risco psicossocial, metodologias de avaliação e legislação aplicável.

A participação de profissionais com formação em psicologia do trabalho ou organizacional é altamente recomendável, pois esses especialistas possuem ferramentas e expertise para identificar riscos de forma aprofundada e propor intervenções baseadas em evidências científicas.

Com que frequência o mapeamento de riscos psicossociais deve ser atualizado?

A NR-1 estabelece que o PGR deve ser revisado sempre que houver mudanças significativas nas condições de trabalho ou quando identificadas inadequações. Recomenda-se revisão anual como boa prática, mas situações como reestruturações organizacionais, aumento expressivo de afastamentos por transtornos mentais, mudanças de liderança ou implantação de novos processos exigem atualização imediata.

O monitoramento contínuo de indicadores de saúde mental (absenteísmo, turnover, CATs relacionadas a transtornos psicossociais) também sinaliza necessidade de revisão antecipada do mapeamento, permitindo ajustes rápidos nas medidas de controle.

Como a Climec Pode Ajudar

A Climec possui expertise consolidada em Medicina Ocupacional e Saúde e Segurança do Trabalho, oferecendo suporte completo para adequação do seu PGR às exigências da NR-1, incluindo o mapeamento de riscos psicossociais. Nossa equipe técnica especializada realiza diagnóstico organizacional, identifica fatores de risco, elabora planos de ação personalizados e orienta a integração com PCMSO e eSocial.

  • ✓ 40+ anos de experiência em SST
  • ✓ Equipe técnica especializada
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