Exame Toxicológico Empresarial: O Que Motoristas de Frota Precisam Saber
Postado em: 27/01/2026
Sua empresa tem motoristas profissionais e você ainda não sabe como adequar a frota às exigências do exame toxicológico obrigatório? Empresas que operam com frotas de caminhões, ônibus, vans ou veículos de entrega enfrentam desafios complexos para manter motoristas regulares com a CNH, cumprir prazos de exames periódicos e registrar corretamente no eSocial conforme Portaria MTE 612/2024.
Gestores de frota que negligenciam essas obrigações expõem a empresa a multas de até R$ 10.000,00 por motorista irregular, ações trabalhistas por acidente com motorista sob efeito de substâncias e suspensão de atividades pelo MTE. A Climec — especialista em medicina ocupacional para empresas há mais de 40 anos — revela como estruturar gestão completa de exames toxicológicos para sua frota com compliance total e custos otimizados.
TL;DR: Motoristas profissionais categorias C, D e E devem fazer exame toxicológico a cada 2,5 anos para manter CNH ativa, além de exames randômicos registrados no eSocial (evento S-2221). Empresas respondem solidariamente por acidentes com motorista irregular. Gestão adequada previne multas, processos e garante operação segura.
Quem é Obrigado: Motoristas Categorias C, D e E
Base legal da obrigatoriedade
Lei 13.103/2015 (Lei do Motorista): Estabeleceu pela primeira vez a obrigatoriedade de exame toxicológico para motoristas profissionais.
Resolução CONTRAN 789/2020: Regulamentou procedimentos, prazos e metodologias para realização do exame.
Portaria MTE 612/2024: Tornou obrigatório o registro de exames toxicológicos randômicos no eSocial através do evento S-2221.
Legislação aplicável: Lei 13.103/2015, art. 168-A do CTB, Resolução CONTRAN 789/2020
Fonte: Código de Trânsito Brasileiro e Portaria MTE 612/2024
Categoria C – Veículos de Carga
Veículos abrangidos: Caminhões com peso bruto total acima de 3.500kg. Tratores, máquinas agrícolas e de terraplenagem motorizadas. Veículos que transportam mais de 8 passageiros quando combinado com categoria D.
Profissões típicas: Motorista de caminhão de carga geral. Motorista de caminhão baú, refrigerado, tanque. Operador de caminhão-guincho, caminhão-pipa. Motorista de caminhão de coleta de lixo. Operador de trator em empresas agrícolas ou de construção.
Atenção especial: Mesmo que o motorista não dirija diariamente (função eventual), se a CNH é categoria C e ele está contratado como motorista profissional, precisa do exame.
Categoria D – Transporte de Passageiros
Veículos abrangidos: Ônibus urbanos, intermunicipais e interestaduais. Micro-ônibus com mais de 8 passageiros. Vans de transporte escolar ou corporativo com mais de 8 lugares.
Profissões típicas: Motorista de ônibus urbano (transporte público). Motorista de ônibus fretado (empresas, escolas). Motorista de transporte escolar. Motorista de van corporativa (transporte de funcionários). Motorista de ônibus de turismo.
Atenção especial: Motoristas de van escolar mesmo que o veículo seja pequeno – se transporta mais de 8 crianças, exige categoria D e portanto toxicológico obrigatório.
Categoria E – Veículos Articulados
Veículos abrangidos: Carretas (conjunto cavalo mecânico + semirreboque). Caminhões com reboque acoplado. Treminhões (caminhão + dois ou mais reboques).
Profissões típicas: Motorista carreteiro (transporte rodoviário de carga). Motorista de caminhão-tanque com reboque. Operador de composições para transporte de máquinas pesadas. Motorista de transporte de cargas perigosas (combustíveis, produtos químicos).
Atenção especial: Categoria E é sempre profissional. Não existe uso “não profissional” de carreta, portanto 100% dos portadores de categoria E precisam do toxicológico.
Diferença Entre Toxicológico para CNH e Toxicológico Empresarial
Toxicológico para CNH (CONTRAN)
Finalidade: Manter a Carteira Nacional de Habilitação válida para dirigir legalmente.
Quem solicita: O próprio motorista procura laboratório credenciado, agenda, paga e apresenta resultado ao DETRAN.
Periodicidade para profissionais C, D, E: A cada 2 anos e 6 meses contados da última renovação ou do último exame toxicológico.
Registro: Fica registrado no sistema do DETRAN. Quando motorista renova CNH ou faz mudança de categoria, DETRAN verifica se exame está no prazo.
Consequência se não fizer: CNH suspensa automaticamente. Motorista não pode dirigir. Se dirigir com CNH suspensa, multa gravíssima de R$ 880,41 e 7 pontos, além de apreensão do veículo.
Quem paga: Geralmente o motorista, mas algumas empresas reembolsam ou pagam diretamente como benefício.
Toxicológico Empresarial Randômico (eSocial)
Finalidade: Monitorar que motorista contratado pela empresa não está fazendo uso de substâncias psicoativas durante o vínculo empregatício.
Quem solicita: A empresa escolhe aleatoriamente (randômico) um percentual dos motoristas da frota para fazer exame sem aviso prévio.
Periodicidade: Definida pela empresa conforme política interna, mas recomenda-se mínimo 10% da frota por ano de forma surpresa.
Registro obrigatório: Evento S-2221 do eSocial desde Portaria MTE 612/2024. Empresa deve enviar informação de que realizou exame randômico em determinado motorista.
Consequência se empresa não fizer: Multa do MTE por descumprimento da portaria. Responsabilização em acidente se motorista estava sob efeito e empresa não monitorava. Processo trabalhista por acidente de trabalho com agravante de negligência patronal.
Quem paga: Sempre a empresa, pois é exame ocupacional relacionado aos riscos da atividade profissional.
Quadro comparativo simplificado
Toxicológico CNH: Obrigação do motorista perante DETRAN. Prazo fixo de 2,5 anos. Agendado e previsível. Sem registro eSocial. Motorista escolhe laboratório.
Toxicológico Empresarial Randômico: Obrigação da empresa perante MTE. Periodicidade variável (surpresa). Aleatório e imprevisível. Com registro S-2221 obrigatório. Empresa define laboratório.
Importante: São exames DIFERENTES com finalidades complementares. Fazer o toxicológico para CNH NÃO dispensa a empresa de realizar exames randômicos, e vice-versa.
Periodicidade: A Cada 2,5 Anos e Exames Randômicos
Toxicológico periódico para CNH – Regra dos 30 meses
Primeira vez: Motorista que tira CNH C, D ou E pela primeira vez faz o exame toxicológico junto com médico e psicotécnico no processo de habilitação.
Contagem do prazo: A partir da data desse primeiro exame, conta-se 30 meses (2 anos e 6 meses) para o próximo.
Exemplo prático: João tirou CNH categoria D em 15/01/2024 e fez exame toxicológico nessa data. Próximo exame deve ser feito até 15/07/2026 (30 meses depois). Se não fizer até essa data, CNH suspende automaticamente no sistema do DETRAN.
Antecedência: Motorista pode fazer o exame até 90 dias antes do vencimento sem perder os meses restantes. No exemplo acima, João pode fazer a partir de 15/04/2026, e o próximo vencimento será 30 meses após 15/07/2026 (ou seja, 15/01/2029).
Após suspensão: Se CNH foi suspensa por falta de exame, motorista deve fazer o toxicológico, apresentar resultado negativo ao DETRAN, pagar taxa de religação e aguardar liberação (7 a 15 dias úteis).
Toxicológico randômico empresarial – Sem prazo fixo
Conceito de aleatoriedade: Empresa não pode avisar motorista com antecedência. O exame deve ser surpresa para ter efetividade. Recomenda-se que RH ou gestor de frota comunique o motorista no mesmo dia da coleta.
Frequência recomendada pelo MTE: Mínimo 10% da frota por ano escolhida aleatoriamente. Empresas com histórico de acidentes ou do setor de transporte de cargas perigosas devem fazer 20% ou mais.
Método de seleção aleatória: Usar sorteio eletrônico (planilha com função aleatória, software de RH). Nunca escolher “suspeitos” apenas, pois isso descaracteriza o caráter randômico. Documentar o método de sorteio em procedimento interno.
Quando realizar: Pode ser durante expediente normal. Motorista é convocado para comparecer à clínica ocupacional da empresa ou laboratório credenciado sem aviso prévio. Se motorista estiver em viagem, aguarda retorno ou faz em clínica da rede na cidade onde está.
Como compatibilizar os dois exames
Aproveitar exame da CNH como empresarial? Legalmente possível, mas operacionalmente complicado. O exame para CNH é agendado pelo motorista e resultado vai para DETRAN. Para usar também como empresarial, empresa precisaria ter cópia do laudo e registrar no eSocial, o que nem sempre motorista autoriza.
Melhor prática: Manter os dois processos separados. Exame periódico para CNH é responsabilidade do motorista (empresa pode custear como benefício). Exame randômico é processo da empresa totalmente sob controle do RH/gestão de frota.
eSocial Obrigatório: Evento S-2221 Exame Toxicológico
O que é o evento S-2221
Definição: Evento específico do eSocial criado pela Portaria MTE 612/2024 para que empresas informem ao governo federal a realização de exames toxicológicos em motoristas profissionais.
Objetivo do governo: Monitorar se empresas estão cumprindo obrigação de realizar exames randômicos. Ter base de dados nacional sobre uso de substâncias por motoristas profissionais. Identificar empresas negligentes que não fazem controle adequado.
Obrigatoriedade: Desde janeiro de 2025 para grandes empresas (faturamento acima de R$ 78 milhões/ano). Desde julho de 2025 para médias empresas. Desde janeiro de 2026 para pequenas empresas e MEIs com motoristas.
Informações que devem ser enviadas no S-2221
Dados do trabalhador: CPF do motorista. Matrícula na empresa. Categoria da CNH (C, D ou E).
Dados do exame: Data da coleta da amostra. Laboratório que realizou (CNPJ). Número do laudo/resultado. Tipo de exame (randômico, periódico CNH, admissional, demissional, retorno ao trabalho).
Resultado: Detectado ou não detectado (não é necessário informar qual substância). Se detectado, empresa deve informar medidas tomadas (afastamento, encaminhamento para tratamento, demissão).
Prazo de envio: Até o dia 15 do mês seguinte à realização do exame. Exemplo – exame feito em 10/03/2026, empresa deve enviar S-2221 até 15/04/2026.
Penalidades por não envio ou envio incorreto
Multa administrativa: R$ 402,53 a R$ 4.025,33 por evento não enviado ou enviado fora do prazo, conforme artigo 47 da CLT e Portaria MTE.
Agravamento em fiscalização: Se MTE fiscalizar empresa e constatar que há motoristas sem exame toxicológico ou com exames não registrados no eSocial, multa pode ser aplicada individualmente por trabalhador irregular.
Responsabilização em acidentes: Se motorista se envolve em acidente grave e investigação apura que estava sob efeito de substâncias, ausência de registro no eSocial comprova que empresa não monitorava adequadamente, agravando responsabilidade civil e criminal da empresa.
Como enviar o S-2221 corretamente
PASSO 1: Empresa contrata laboratório credenciado que fornece laudos compatíveis com eSocial (com todos os campos necessários).
PASSO 2: Após receber laudo do laboratório, área de RH ou DP coleta as informações necessárias.
PASSO 3: Acessa sistema do eSocial (gov.br) ou software de folha de pagamento que já tenha integração com eSocial.
PASSO 4: Preenche evento S-2221 com dados do motorista e do exame.
PASSO 5: Envia o evento até dia 15 do mês seguinte.
PASSO 6: Aguarda protocolo de recebimento e guarda comprovante junto com laudo do exame por no mínimo 20 anos (prazo prescricional trabalhista).
Responsabilidade da Empresa vs Responsabilidade do Motorista
O que é obrigação do motorista
Manter CNH válida: Motorista profissional tem obrigação legal de manter sua habilitação válida, o que inclui fazer exame toxicológico a cada 2,5 anos.
Informar vencimentos: Motorista deve avisar RH/gestor quando CNH está próxima do vencimento ou quando exame toxicológico está vencendo.
Comparecer aos exames: Quando empresa agenda exame randômico, motorista deve comparecer. Recusa injustificada pode configurar insubordinação (justa causa).
Não dirigir sob efeito: Motorista que usa substâncias psicoativas e dirige comete crime de trânsito (artigo 306 do CTB) com pena de detenção de 6 meses a 3 anos, além de suspensão da CNH.
O que é obrigação da empresa
Verificar CNH na admissão: Antes de contratar motorista, RH deve verificar se CNH está válida e se exame toxicológico está no prazo. Contratar motorista com CNH irregular gera responsabilidade solidária da empresa.
Custear exames ocupacionais: Exames toxicológicos randômicos são exames ocupacionais e portanto devem ser custeados pela empresa conforme NR-7 item 7.3.1. Empresa não pode descontar do salário.
Realizar exames randômicos: Empresa deve ter programa de exames aleatórios (mínimo 10% frota/ano) para monitorar uso de substâncias durante vínculo empregatício.
Afastar motorista com resultado positivo: Se exame detectar substâncias, empresa deve afastar imediatamente o motorista da função de dirigir até resolução do caso (tratamento, nova avaliação ou demissão).
Registrar no eSocial: Enviar evento S-2221 com dados de todos os exames realizados nos prazos estabelecidos.
Manter registros: Guardar laudos de exames toxicológicos por no mínimo 20 anos em arquivo organizado.
Responsabilidade solidária em acidentes
Conceito: Se motorista causa acidente enquanto está sob efeito de substâncias e a empresa sabia ou deveria saber (por não fazer controle adequado), a empresa responde junto com o motorista pelos danos.
Consequências práticas: Vítimas do acidente podem processar tanto motorista quanto empresa. Empresa pode ser condenada a pagar indenizações milionárias por danos materiais, morais, pensão vitalícia. Diretores e gestores podem responder criminalmente por homicídio culposo se houve negligência comprovada.
Como empresa se protege: Fazer exames randômicos regularmente e registrar no eSocial. Afastar imediatamente qualquer motorista com resultado positivo. Ter política clara de tolerância zero com uso de substâncias. Treinar gestores de frota sobre a importância do controle.
Como Estruturar Gestão de Exames Toxicológicos para Frota
ETAPA 1: Mapeamento da frota
Levantamento inicial: Número total de motoristas profissionais (C, D, E). Data da CNH de cada motorista. Data do último exame toxicológico realizado. Vencimento do próximo exame toxicológico. Situação da CNH (ativa, suspensa, vencida).
Identificação de irregularidades: Motoristas com CNH vencida. Motoristas com exame toxicológico vencido (CNH pode estar suspensa). Motoristas que nunca fizeram exame toxicológico (casos raros mas existem).
Criação de planilha de controle: Nome completo e CPF. Matrícula na empresa. Categoria CNH. Data último toxicológico. Vencimento próximo toxicológico. Data da CNH. Vencimento da CNH. Status (regular, vencido, a vencer em X dias).
ETAPA 2: Regularização de pendências
Motoristas irregulares identificados: Afastar imediatamente da função de dirigir até regularização. Custear exame toxicológico emergencial. Orientar motorista sobre procedimento no DETRAN para reativar CNH se suspensa.
Prazo para regularização: Dar 30 dias para motorista resolver pendências. Se após 30 dias não regularizar, considerar incompatibilidade com função e possível demissão.
Não colocar motorista irregular para dirigir: Mesmo que empresa esteja com falta de motoristas, NUNCA escalar motorista com CNH suspensa ou vencida. Riscos são enormes – multa, acidente, responsabilização criminal.
ETAPA 3: Implementação de controle de vencimentos
Sistema de alertas: 90 dias antes do vencimento do toxicológico, sistema avisa RH e gestor de frota. 60 dias antes, envia alerta ao próprio motorista por email/SMS. 30 dias antes, bloqueio preventivo de escalas até motorista agendar exame.
Ferramentas disponíveis: Planilha Excel com fórmulas de cálculo automático e formatação condicional (verde=regular, amarelo=próximo vencimento, vermelho=vencido). Software de gestão de frota (muitos já têm módulo de controle de documentação). Sistemas de RH integrados com eSocial.
ETAPA 4: Programa de exames randômicos
Definição de percentual: Mínimo 10% da frota por ano. Empresas de transporte de passageiros ou cargas perigosas – 20%. Empresas com histórico de acidentes – 30%.
Método de sorteio: Trimestral – a cada 3 meses sorteia quantidade correspondente a 2,5% da frota (10% dividido por 4 trimestres). Semestral – a cada 6 meses sorteia 5%. Anual – sorteia 10% de uma vez no início do ano.
Convocação do motorista: RH liga para motorista informando que foi sorteado. Motorista deve comparecer à clínica no mesmo dia ou no máximo dia seguinte. Não dar mais de 24h de aviso para preservar caráter surpresa.
Documentação do sorteio: Ata com data do sorteio, método utilizado, lista de sorteados. Manter arquivada para eventual fiscalização MTE.
ETAPA 5: Fluxo de resultado positivo
Afastamento imediato: Assim que laboratório informar resultado positivo (mesmo que laudo final ainda não esteja pronto), afastar motorista da função de dirigir.
Comunicação ao motorista: RH convoca motorista para reunião reservada. Informa resultado positivo. Orienta sobre direito à contraprova. Explica que ficará afastado até esclarecimentos.
Avaliação médica: Médico do trabalho da empresa (ou contratado) avalia motorista. Investiga se há uso medicinal que justifique (apresentação de receitas). Encaminha para tratamento se necessário (CAPS, clínica de dependência química).
Medidas administrativas: Se confirmado uso recreativo – advertência ou suspensão na primeira vez, demissão por justa causa na reincidência. Se motorista recusar tratamento – demissão por incompatibilidade com função. Se aderir a tratamento – acompanhamento com novos exames até negativação.
Registro obrigatório: Enviar S-2221 com resultado detectado. Enviar S-2230 (afastamento temporário) se motorista for afastado. Documentar todas as tratativas em processo individual do empregado.
ETAPA 6: Treinamentos e conscientização
Integração de novos motoristas: Apresentar política de tolerância zero com drogas. Explicar sobre exames randômicos. Entregar manual do motorista com regras claras.
Campanhas internas: SIPAT com palestras sobre riscos de dirigir sob efeito. DDS (Diálogo Diário de Segurança) mensais sobre o tema. Material educativo em vestiários e refeitórios.
Gestores de frota: Treinar supervisores e coordenadores sobre como identificar sinais de uso de substâncias. Capacitar para abordar motorista com suspeita de forma adequada. Orientar sobre procedimentos em caso de identificação.
Custos e ROI da Gestão Adequada de Exames Toxicológicos
Investimento necessário por motorista/ano
Exame toxicológico para CNH (2,5 anos): R$ 165 (custo médio) dividido por 2,5 anos = R$ 66 por motorista/ano.
Exame randômico (10% frota/ano): Se empresa tem 100 motoristas, fará 10 exames randômicos/ano. Custo unitário R$ 165 x 10 = R$ 1.650/ano. Dividido pelos 100 motoristas = R$ 16,50 por motorista/ano.
Sistema de controle: Planilha gratuita (custo zero) ou software de gestão de frota R$ 50 a R$ 150 por motorista/ano.
Treinamentos: Palestra SIPAT 1x/ano R$ 1.500 (para 100 motoristas) = R$ 15 por motorista/ano.
Total médio: R$ 97,50 a R$ 247,50 por motorista/ano.
Custo de NÃO fazer gestão adequada
Multa por CNH suspensa: Se fiscalização pega motorista dirigindo com CNH suspensa por falta de toxicológico – R$ 880,41 de multa + 7 pontos + apreensão do veículo. Custo de reboque e pátio R$ 500 a R$ 1.500. Perda operacional pelo veículo parado.
Multa MTE por não enviar eSocial: R$ 402,53 por evento não enviado. Se empresa tem 50 motoristas e não envia nenhum S-2221, multa pode chegar a R$ 20.000.
Acidente com motorista sob efeito: Indenização por morte em acidente de trânsito causado por motorista drogado – R$ 500.000 a R$ 2.000.000 por vítima. Pensionamento vitalício se vítima ficar incapacitada – R$ 200.000 a R$ 5.000.000 valor presente. Danos materiais (veículos destruídos, cargas perdidas) – R$ 50.000 a R$ 500.000. Responsabilização criminal de diretores – pena de 1 a 4 anos de detenção.
Dano à imagem: Notícia em mídia de acidente grave com motorista drogado – perda de contratos, dificuldade em renovar seguros, desvalorização da marca.
ROI (Retorno sobre Investimento)
Cálculo conservador: Investimento em gestão toxicológica para frota de 50 motoristas – R$ 12.375/ano (R$ 247,50 x 50). Evitar um único acidente grave – economia de R$ 1.000.000 (valor médio de indenizações + custos). ROI de 80 vezes (8.000% de retorno).
Benefícios intangíveis: Redução de absenteísmo (motoristas usuários faltam 40% mais). Redução de acidentes leves e médios (não apenas graves). Melhoria do clima organizacional (sensação de segurança). Facilitação em licitações e contratos (empresas com certificações de segurança ganham pontos).
Solução Climec para Gestão Completa de Frotas
Pacote Corporativo Toxicológico – 3 Modalidades
1. Pacote Básico – Exames Avulsos com Desconto
O que inclui: Desconto progressivo conforme volume – 10 a 19 exames/ano desconto de 10%, 20 a 49 exames/ano desconto de 15%, acima de 50 exames/ano desconto de 20%. Agendamento corporativo – empresa agenda todos motoristas de uma vez. Coleta em nossas unidades (Santo Amaro ou Alphaville).
Para quem é ideal: Pequenas empresas com até 30 motoristas. Empresas que estão começando programa de toxicológico. Empresas que já têm controle interno estruturado.
Investimento: A partir de R$ 148,50 por exame (com desconto de 10%).
2. Pacote Intermediário – Gestão Assistida
O que inclui: Tudo do pacote básico, mais controle de vencimentos – planilha compartilhada atualizada mensalmente pela Climec com vencimento de cada motorista. Alertas automáticos – enviamos email ao RH 60 dias antes de cada vencimento. Relatório trimestral – situação da frota (quantos regulares, quantos a vencer, quantos vencidos). Suporte para eSocial – laudo já vem formatado com todos os campos necessários para preencher S-2221.
Para quem é ideal: Médias empresas com 30 a 100 motoristas. Empresas sem RH estruturado para controle. Empresas que querem terceirizar gestão de vencimentos.
Investimento: A partir de R$ 140 por exame + taxa de gestão R$ 150/mês.
3. Pacote Premium – Gestão Completa In Company
O que inclui: Tudo do pacote intermediário, mais coleta in company – equipe Climec vai até sua empresa fazer coletas (mínimo 15 motoristas por dia). Sistema web exclusivo – acesso a plataforma onde RH acompanha status de cada motorista em tempo real. Integração com eSocial – podemos fazer envio do S-2221 diretamente se empresa autorizar acesso. Exames randômicos – realizamos sorteio trimestral e convocamos motoristas conforme sua orientação. Consultoria SST – engenheiro de segurança auxilia na elaboração de política de prevenção ao uso de drogas. Treinamentos inclusos – 2 palestras/ano sobre riscos de substâncias psicoativas para motoristas.
Para quem é ideal: Grandes frotas acima de 100 motoristas. Empresas de transporte, logística, ônibus. Empresas que querem solução completa turnkey.
Investimento: A partir de R$ 132 por exame + mensalidade de gestão conforme tamanho da frota (R$ 800 a R$ 3.000/mês).
Diferenciais Climec para Frotas
Laboratório próprio acreditado: Controle total do processo, prazos garantidos, sem intermediários.
Resultado em até 7 dias úteis: Agilidade para não parar operação. Resultado expresso em 4 dias disponível.
Coleta móvel: Para frotas acima de 50 motoristas, levamos estrutura até sua empresa em dia e horário combinados.
Laudos prontos para eSocial: Todos os campos necessários já vêm preenchidos, facilitando envio do S-2221.
Suporte jurídico em casos positivos: Nossa equipe médica orienta sobre procedimentos corretos em casos de detecção, evitando passivos trabalhistas.
Histórico digital por 20 anos: Guardamos registros de todos os exames conforme exigência legal, disponíveis para consulta a qualquer momento.
Cases de sucesso
Transportadora região ABC – 180 motoristas: Antes da Climec – 40% da frota com vencimentos atrasados, 2 acidentes graves em 2024 com motoristas irregulares. Depois da Climec (12 meses) – 100% frota regularizada, zero acidentes relacionados a substâncias, economia de R$ 800 mil em sinistros evitados.
Empresa de ônibus fretado – 65 motoristas: Implementação de exames randômicos detectou 4 casos positivos em 6 meses (6% da frota). Após afastamento e tratamento, 3 motoristas voltaram negativados, 1 foi desligado. Redução de 35% em acidentes leves (batidas em garagem, arranhões).
Próximos Passos
Opção 1: Solicite Proposta Corporativa Personalizada
Envie número de motoristas e categoria da frota
Opção 2: Agende Reunião com Consultor Técnico
Tire dúvidas sobre melhor modelo para sua operação
Opção 3: Diagnóstico Gratuito de Conformidade
Envie planilha com data do último toxicológico de cada motorista – analisamos e devolvemos relatório de situação
Opção 4: Fale Diretamente
(11) 5511-4043 | WhatsApp
Fale com a Climec
Unidade Santo Amaro: Av. Adolfo Pinheiro, 1000, 10º andar, CJ. 100
Unidade Alphaville: Alameda Araguaia, 1293, 7º andar, CJ. 708
Telefone: (11) 5511-4043
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